
Alice sempre foi uma mulher de muitos amantes, muitas camas e muitos amores.
Alguns tornaram-se grandes amigos, outros apesar da distância deixaram a lembrança de tórridos ou amorosos encontros, mas a maioria se perdeu na estrada e, deles não restou nada.
Entre um amor e outro ela experimentava a vida na sua plenitude orgástica, bebia a vida em grandes goles e saciava sua sede de novas experiências.
Buscava nos corpos o calor que a sua alma exigia, se entregava de tal forma que encantava ou assustava. Delicias de noites, surpreendentes tardes ou aconchegantes manhãs de inverno,onde ela era a Rainha absoluta.
Depois voltava ao seu cotiadiano mais óbvio de casa, familia e trabalho, muitas vezes com o rosto radiante e o corpo satisfeito, outras com um sabor amargo na boca.
Isso não lhe causava culpa ou arrependimento, mas sim um sentimento de poder, de ser dona absoluta de seu corpo e da sua sexualidade.
Se sentia saciada e feliz por não se corromper pela ignorância e hipocresia da moralista sociedade,que nega a si mesma prazeres que transformariam suas vidas.

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